Bandeiras e Despedidas (III)
No princípio,
O amor era princípio,
A ordem era base,
E o progresso era fim.
No precipício,
O amor teve fim,
A ordem virou bandeira,
E o progresso também.
No resquício,
O verde dos vazios,
O amarelo das desordens,
E o azul dos regressos.
No planalto,
A desordem central,
Os profetas dissimulados,
E os heróis destruídos.
No íntimo,
A cultura que pulsa,
O progresso que espera,
O amor que sonha.
No coração do Brasil,
Uma contradição brilha.
Tão grande e tão pequena,
A pátria não cabe em nós.
No desencontro,
Mais de duzentos milhões
De corações destemidos urram:
Até breve!
Me parece que alguém está passando por mudanças, internas e externas.
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