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Mostrando postagens de novembro, 2024

Existencialismo

Nos caminhos diversos que tomei Nas pessoas inúmeras que encontrei  Terá existido quem Não apenas me viu Mas também me enxergou? Notou e reparou além Muito além do que o corpo mostra Uma amostra da essência ignorada Um gosto da consciência A potência do coração? Nos fragmentos de cotidiano que vivi Nos territórios alheios que percorri Terei eu percebido o outro Contemplado sua plenitude A virtude inesperada E o vício irreversível? Se de início o inferno são os outros Como acolher o passageiro externo E mesmo no solstício de inverno Manter viva a interação?  No desvão luminoso da minha mente Na minha alma talvez adjacente Haverá uma espécie de abrigo Ao menos território amigo? Espelho, espelho meu Será que existe Algo além do eu  Belo, pacífico e indizível a se esconder Que talvez um dia me ajude a responder Quem sou eu? 

Bandeiras e Despedidas (I)

Minha cidade tem palmeiras e impérios Tem um belo horizonte onde nasce o Sol Tem sabiás e rochas de açúcar e mistérios Tem o morrinho com a igreja e o futebol  Minha cidade é universidade, teatro e carnaval Meu país é Goiás, Minas, o trem e o progresso Meu estado é o movimento, o vento e o cafezal Minha nação é a despedida e o regresso. Minha bandeira é uma expedição em breve Com eterno retorno indefinido para onde Sair dessa cidade, ir conhecer a neve Encontrar a vida onde ela se esconde Amar e lutar pelas causas importantes Cuidar e retornar ao trópico estrangeiro Inventar um novo lar feito de instantes  E escrever algo que me faça inteiro.
"Sol, sereno, ouro e prata, sai e vem comigo
Sol, semente, madrugada
Eu vivo em qualquer parte de seu coração"
Milton Nascimento | Salomao Borges Filho | Ronaldo Bastos Ribeiro