As cores da felicidade

Na minha busca delirante
Por felicidade constante
Olhei diretamente para o Sol.
Vi somente a luz ofuscante 
Da perfeição tão intrigante 
De gente que nunca encontrei.
Quando veio a fragilidade, 
Chorei em meio à tempestade
Mas logo me disseram pra sorrir.
Eis a morte da sanidade
A tóxica positividade
Que insiste em nos aprisionar.
A ciência trouxe o prisma
E mesmo sem muito carisma
Nos ensinou a ver o Sol em cores.
Afastar os ofuscantes sofismas
E abraçar sem muitas cismas 
O afeto que sempre esteve aqui.

Comentários

"Sol, sereno, ouro e prata, sai e vem comigo
Sol, semente, madrugada
Eu vivo em qualquer parte de seu coração"
Milton Nascimento | Salomao Borges Filho | Ronaldo Bastos Ribeiro